A Terapia de Jorge
Capítulo 09

Obra de ficção criada pelo psicólogo Alexandre Rivero

Jorge ao ir à próxima sessão terapia elege como tema a dificuldade de relacionar-se por vezes com seu pai. Seu pai mostra-se muito calado e por vezes encerra o diálogo com frases "vagas". O Terapeuta valoriza o tema que Jorge escolheu.

 

A proposta do Terapeuta é que Jorge inverta de papel com o seu pai. Duas cadeiras são colocadas uma diante da outra, para que Jorge mude de lugar quando na condição de filho e na condição de pai. O Terapeuta insiste, que Jorge atue como o seu pai e não se perca explicando o que pai falaria, etc...

 

Durante a dramatização é importante que sempre fale na primeira pessoa. O diálogo inicia com o Terapeuta dirigindo a cena, em alguns momentos intervém solicitando que Jorge inverta a posição. Após um diálogo rico e inquietante, aonde Jorge confronta o "pai" sobre esta dificuldade de estabelecer o diálogo com ele.

Na dramatização o "pai" fala também da dificuldade de Jorge dar espaço para que ele possa falar livremente. É como se Jorge ansiosamente questiona e contesta excessivamente no diálogo. Após a Dramatização Jorge se percebe melhor, é como um ponto cego de sua atuação com o pai se iluminasse. Jorge reconhece que com um medo infantil de ser controlado pelo pai fica na defensiva negando o pai o "tempo todo".

 

Jorge reconhece que precisa apropriar-se de si mesmo e superar este fantasma de que seu pai poderia controlá-lo, uma vez que tem feito múltiplas escolhas em sua vida. A sessão de terapia caminha para o final e Jorge através da inversão de papéis consegue ter uma percepção renovada da situação. Reconheceu que seu desempenho defensivo com seu pai talvez seja um fator importante no impedimento do diálogo espontâneo com seu pai.

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