4 Textos para entender mais de VOCÊ

Psicóloga e Autora

Marcela Eiras Rubio Fonseca

CRP 06/83631 

1º O que podemos fazer pela saúde emocional em momentos de crise? 


Quando estamos diante de uma crise somos invadidos por inúmeros pensamentos negativos, e assim sentimentos ruins e por consequências comportamentos e reações que não são favoráveis ao enfrentamento da circunstância. 
A atual experiência que o mundo lida, com o Coronavírus, trazem impactos negativos à saúde mental da população. A quarentena pode gerar casos de estresse pós-traumático, confusão, ansiedade, pânico, depressão, medo, frustração, tédio e perdas. 
Para o psicanalista Dunker, do Instituto de Psicologia da USP, uma importante ação nesse momento é a reorganização das rotinas. Ajuda na desorientação da vivência e na tentativa de amenizar a potência de alguns transtornos emocionais já prévios nos indivíduos. 
Uma estratégia para melhor filtrar a quantidade de informações recebidas é absorver dados de fontes confiáveis, agem até mesmo como medidas protetivas. Porém, muitos ao invés de se conter, que agem com muita compulsividade, seja na obtenção ou na disseminação de informações, sem uma reflexão ou contextualização da notícia recebida.
Segundo a Revista Época Negócios, a OMS Organização Mundial da Saúde indicou algumas ações para melhor controlar o estresse e a ansiedade.
Controle seu acesso a informações sobre o coronavírus - quantidade e qualidade de informações;
Use as redes sociais como aliadas - forma importante de interação, mas selecionar o que você consome nas redes sociais; 
Seja solidário - A OMS lembra que ajudar alguém é um benefício para quem recebe e para quem dá essa ajuda;
Pare e se escute - preste atenção nas suas próprias necessidades e sentimentos; procure atividades que você goste e que te façam relaxar; 
Reconheça o trabalho dos profissionais - É essencial reconhecer os esforços dos profissionais envolvidos que estão diante do combate;
Espalhe histórias positivas - A OMS recomenda que as pessoas compartilhem histórias positivas sobre esse tema, como de pessoas que se recuperaram da covid-19 e compartilharam essa experiência.
Diante dessa crise, ter pensamentos de conseguir separar o que está em seu controle (realizar prevenção) do que não está, auxilia em um enfrentamento assertivo. É importante resgatarmos momentos de superação e resiliência passados, sempre buscando o autoconhecimento e sabendo a seriedade de autocuidado e o reconhecimento de ajuda, se necessário.

 

 

2º Como está sua autoestima?

          Baixa ou muito elevada?


Nossos pensamentos são criados de forma natural e espontânea. Mas como construímos a formação de nossos pensamentos? A autoestima (a imagem que temos de nós mesmos) reflete muito sobre o molde de nossos pensamentos e nossas características únicas e subjetivas.
Criamos com a autoimagem um funcionamento sobre nossa personalidade. Muitas vezes ela é a mesma compartilhada pelos demais ou muitas vezes não é assim tão semelhantemente entendida pelos outros, podendo-se variar o ponto de vista sobre a definição de como cada um se enxerga e como vê o outro, assim como enxerga o mundo também.
Os opostos entre baixa autoestima e uma autoestima muito elevada podem trazer consequências na vida social e impacto nos relacionamentos pessoais. Como tudo na vida necessita de harmonia, o ideal é a busca de equilíbrio, variando os momentos e situações geradoras do desequilíbrio que causam medo, insegurança, ansiedade ou até mesmo prepotência, arrogância e orgulho.
A convivência com pessoas que tendem muito a um só lado dificultam os laços. Tanto para quem muito se mostra desesperançoso e negativo ou tanto como também se mostra confiante e positivo demais. Todas essas emoções fazem parte do contexto do enfrentamento humano nas situações que aparecem na vida, mas não sendo considerado saudável fixar-se a um só lado, e sim transitar entre emoções sendo o funcionamento adequado do indivíduo.
Sendo humanos, todos possuem qualidades e defeitos; é necessário uma autoavaliação e críticas sobre a satisfação consigo mesmo e mudanças importantes ao longo de nossas transformações e amadurecimentos no percurso de nosso desenvolvimento.
 Pirâmide de Maslow

 


A Pirâmide de Maslow é um conceito do psicólogo americano Abraham H. Maslow, onde se determina a funcionalidade de necessidades do ser humano para alcançar sua satisfação pessoal (autorrealização plena). Sendo composto por um esquema de “escalar” a hierarquização dessas necessidades ao longo da vida do ser humano.
Fonte: www.mood.com.br/piramide-de-maslow
Na base da pirâmide estão os elementos de sobrevivência, as necessidades fisiológicas como: fome, sede, sono, sexo e respiração.
Acima as necessidades de segurança como: emprego estável, plano de saúde ou seguro de vida. Seguindo com as necessidades sociais: sentir-se parte de um grupo social, como ter amigos ou constituir família. Avançando com as necessidades de estima: reconhecer as próprias capacidades e de ser reconhecido por outras pessoas.
Chegando às necessidades de autorrealização: autocontrole de suas ações, independência, capacidade de fazer com satisfação.
Um motivador à vida é traçar metas e planos para nos impulsionar em novos percursos, desenhando novos caminhos e alternativas que contribuam para nossas satisfações e por conseguinte a felicidade. Uma ferramenta para concretização disto é a opção de mudanças, as modificações em pensamentos e ações que favoreçam o alcance da realização.
Referências:
www.significados.com.br/piramide-de-maslow
www.mood.com.br/piramide-de-maslow

3º Uma boa noite de sono
O sono é uma das necessidades mais básicas do ser humano, porém muitas pessoas têm uma intensa e crônica dificuldade para conseguir ter uma boa noite de descanso e no dia seguinte despertar relaxado e disposto para as atividades rotineiras.
A dificuldade se acumula por um longo período e, muitas vezes, pode adoecer o indivíduo que desconhece o seu problema como algo a se tratar, ou apenas busca um tratamento medicamentoso, criando um forte vínculo e dependência, fazendo-o associar apenas a medicação como instrumento que lhe faça dormir.
Mesmo hoje em dia com tantas atividades que nós mesmos nos colocamos e dispomos a fazer, a sensação de grande destaque é o cansaço. Mas esse mesmo fator de agendas lotadas, inúmeros compromissos que vamos criando, fazendo encaixes e adequando o tão precioso tempo, e nos deixando exaustos ao fim do dia, por outro lado, também nos gera um significativo grau de ansiedade e nos impede de relaxar e descansar.
O tempo e o sono estão diretamente ligados na questão do tempo ideal e saudável a se dormir e do tempo que de fato conseguimos na prática. É importante buscar auxílio, não apenas na medicação, mas também em técnicas de relaxamento, meditação, esvaziamento da mente, um chazinho, uma receita natural, até mesmo psicoterapia, para entender quais os motivos que nos deixam acelerados e que também atrapalham o desempenho do sono.
Muitas vezes, terá dias de acontecimentos compreensíveis como situação de doença na família, chateações, dívidas, preocupações decorrentes que fazem todo sentido as noites de sono perdidas. Mas compreender o porquê é o grande diferencial no tratamento e o que fará impulsionar você para ações e mudanças na forma como você lida com o sono/cansaço e os instrumentos que utilizará para melhor qualidade do sono e uma melhor qualidade de vida.
A ansiedade, tensão e estresse geram também outros problemas de aspectos fisiológicos ligados a complicações cardíacas, respiratórias, dermatológicas e neurológicas entre outras.
O maior facilitador na procura do sono, descanso e relaxamento é se levar em conta o ambiente adequado, a pessoa conseguir refletir e conseguir reconhecer o porquê de suas dificuldades que o deixam inquieto, fazer o levantamento das alternativas possíveis e alcançáveis, se permitindo abordagens e então aplicar essas alternativas.

 

4º Trabalho e Maternidade
Dois assuntos e atuações distintas, mas que em algum momento da vida se cruzam é o trabalho e a maternidade. Durante nossa vida, acabamos adquirindo novos lugares e assim o acúmulo de funções.
Como reorganizar toda rotina após um grande acontecimento e mudanças e mais mudanças que percorrem curtos espaços, não param e seguem acompanhando todo o desenvolvimento do bebê.
Para todos na casa há mudanças, mas, em geral, a mudança implica mais a vida da mulher devido ainda à dependência dela na alimentação do bebê. O tempo da licença profissional da maternidade não é compatível com as adaptações e até mesmo com as orientações que sugerem a seguir de amamentação.
A mulher se vê no dilema do retorno ao trabalho e seguir o pediatra que fala que por seis meses, atualmente, é o ideal para a amamentação exclusiva e um desenvolvimento saudável.
Existe um grupo muito forte de mães hoje em dia que opta pelo caminho do empreendedorismo, uma feliz saída para o acompanhamento mais próximo de seu bebê, porém encarando mais um desafio do início e riscos de qualquer empreendimento, a dependência de alguém que a auxilie a ter condições de trabalhar.
A autonomia para administrar seu negócio, seu tempo, seu ritmo é fantástica, mas fazer isso com o desejo de trabalhar e ter a limitação de acompanhar junto as necessidades do bebê causa momentos de frustração e preocupação.
Existe a necessidade do planejamento e orçamento, mas a realidade impede muitas vezes de concluir planos. Sendo de extrema importância a compreensão de um ritmo diferenciado desse acúmulo de funções: mãe e profissional ao mesmo tempo.
É essencial não entrar em autoconflito e autocobrança, pois a situação já por si só é bastante conflituosa. É o momento de respeito ao bebê e autorrespeito ao encontro de seu limite.
Pensando sempre a nova situação como oportunidade de mudança e evolução, aprendizagem e exercício da paciência e ao encontro de calma e tranquilidade, impedindo a interferência da ansiedade e nervosismo que impede a fluidez positiva das coisas.

 


 

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