Hipnose Clínica

Reprograme sua Mente: Fobias, Traumas, Timidez

Emanuel Strahler Rivero crp 06/134978

 Hoje sabemos que a Hipnose bem conduzida leva o paciente a um estado de alto desempenho cognitivo. Ou seja, mediante um relaxamento adequado sua capacidade em refletir e discernir melhora consideravelmente, pois não sofre interferências acentuadas do sistema límbico (medo, raiva, alerta). Graças a melhoria no foco atencional a capacidade de aprendizado e evocação de informações em zonas cerebrais de armazenagem de memória são mais rápidas e eficientes. Assim sendo a capacidade de produção de insight aumenta graças a este estado mais propício cognitivamente para estabelecer relações entre pensamentos e experiências. Consideramos que atenção, concentração com melhoria de performance é fundamental para planejar e construir estratégias bem sucedidas na realização de metas. Assim criamos um ambiente mental (cognitivo-afetivo) para a superação de traumas, fobias, timidez... Emanuel Strahler Rivero tem se dedicado no Consultório de Psicologia Professor Alexandre Rivero no estabelecimento destas bases da Nova Hipnose aliada a Terapia Cognitiva e Neuropsicologia.

 

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O Que Acontece com Nosso Cérebro Durante a Hipnose?

Por Emanuel Rivero -

 

Hipnose. Concentração. Foco. Bem-estar. Estado mental.

Atualmente ouve-se muito falar de hipnose, no Youtube, no Facebook, na novela, na conversa com os amigos, mas afinal, o que é Hipnose?

A Hipnose é um estado de profundo relaxamento e alta concentração no qual o indivíduo permanece mais suscetível às sugestões do hipnólogo. As sugestões são realizadas de forma direta, com frases consistentes ou por meio de metáforas que permitem a reflexão e a re-significação de comportamentos, emoções e pensamentos.

O foco central da hipnose é trabalhar em um estado de mente subconsciente, promovendo assim, transformações saudáveis e positivas de forma mais rápida, em direção ao equilíbrio emocional e bem-estar.

E, o que acontece com o nosso cérebro durante um transe hipnótico?

Segundo David Spiegel, Psiquiatra e Professor da Universidade de Medicina de Stanford, a hipnose deixa 3 rastros nítidos em nosso cérebro, ou seja, regiões específicas alteram sua atividade e conectividade durante o transe hipnótico.

  1. Foi observado uma diminuição da atividade cerebral na área giro do cíngulo anterior, que faz parte da rede neural cerebral.
    Segundo estudos, área responsável pela manutenção da vigilância sobre nosso ambiente externo.

  2. Aumento nas conexões entre o córtex pré-frontal dorsolateral e ínsula.
    Explica-se isso como uma conexão cérebro-corpo responsável pelo controle do que está acontecendo em nosso corpo. Ex: regulando o quanto de dor estamos sentindo em determinada situação.

  3. Conexões reduzidas entre o córtex pré-frontal dorsolateral e da rede neural em modo padrão, incluindo o pré-frontal medial e o giro do cíngulo posterior.
    Segundo Spiegel, essa diminuição de conectividade é responsável pela desconexão entre as ações de alguém e a consciência do que está sendo feito.

O estado hipnótico é uma função cerebral que pode ser acessada como qualquer outra. A grande sacada é a forma como utilizar esse estado e com qual finalidade.

Quando me encontro em um estado de grande relaxamento e alta concentração a forma como eu me relaciono com o ambiente, com as pessoas, com as sugestões é totalmente diferente de quando me encontro totalmente consciente.

Dessa forma, hipnotizado, a minha capacidade de julgar o que é  dito, sem ao menos refletir, diminui, o que potencializa de maneira significativa processos terapêuticos, possibilitando que mudanças que normalmente ocorrem de médio a longo prazo, ocorram em curto prazo.

Antes de finalizar meu texto, gostaria de deixar claro que a hipnose é um processo totalmente ativo, no qual, o indivíduo hipnotizado possui papel crucial de permitir que as mudanças ocorram dentro de si. 

“A hipnose é a forma ocidental mais antiga da psicoterapia, mas ela já foi ofuscada com relógios de bolso balançando e capas roxas. Na verdade, é um meio muito poderoso para mudar a forma como usamos nossas mentes para controlar a percepção e os nossos corpos”. Conclui Spiegel.

Bibliografia:

Spiegel, H., & Spiegel, D. (2008). Trance and treatment: Clinical uses of hypnosis. American Psychiatric Pub.